Pedro Carvalho Advogado Trabalhista

Vigilante Foi Demitido? Veja Tudo o Que Você Tem Direito a Receber (Mesmo Sem Aviso)

Introdução

Ser demitido sem justa causa nunca é simples. Entretanto, quando a empresa dispensa o trabalhador de forma inesperada e, além disso, deixa de pagar corretamente as verbas rescisórias, o prejuízo aumenta de forma significativa. Infelizmente, isso acontece com frequência na área da segurança privada, pois muitas empresas pagam valores menores do que a lei determina, e os vigilantes só percebem o erro depois.

Por esse motivo, compreender os direitos trabalhistas na demissão se torna essencial. Ao longo deste artigo, você vai entender quais verbas a empresa deve pagar, como funciona a demissão sem justa causa, o que muda na escala 12×36 e, principalmente, quando o trabalhador pode buscar uma ação trabalhista.

Portanto, siga a leitura com atenção, pois essas informações podem gerar uma diferença financeira relevante.

Vigilante Pode Ser Demitido Sem Justa Causa?

Sim. A CLT autoriza a dispensa do vigilante sem justa causa. Contudo, ao tomar essa decisão, a empresa assume obrigações legais imediatas.

Ou seja, a empresa pode dispensar o trabalhador, mas não pode causar prejuízo financeiro. Quando o empregador paga valores incorretos ou deixa de quitar verbas obrigatórias, o trabalhador pode recorrer à Justiça por meio de uma ação trabalhista.

Quais Verbas Rescisórias o Vigilante Tem Direito?

Na demissão sem justa causa, a empresa deve pagar:

  • verbas rescisórias previstas na CLT

  • saldo de salário

  • aviso-prévio

  • férias vencidas e proporcionais

  • 13º salário proporcional

  • FGTS do período trabalhado

  • multa de 40% do FGTS

  • guias para saque e seguro-desemprego

Além disso, a empresa precisa incluir no cálculo valores pagos de forma incorreta durante o contrato, como horas extras, adicional noturno e adicional de periculosidade.

Portanto, aceitar o valor apresentado sem conferência pode gerar perda financeira.

Vigilante na Escala 12×36 Recebe Algo Diferente na Demissão?

Essa dúvida surge com frequência. Entretanto, a escala 12×36 não retira direitos.

Mesmo nesse regime, a empresa deve pagar todas as verbas rescisórias. Além disso, quando o empregador erra o pagamento de horas extras ou adicionais, o vigilante pode cobrar essas diferenças após a demissão.

Consequentemente, o tipo de escala não impede o ajuizamento de uma ação trabalhista.

Demissão Sem Pagamento Correto: O Que Fazer?

Muitas empresas adotam práticas ilegais, como:

  • atrasar o pagamento da rescisão

  • reduzir valores de forma indevida

  • ignorar horas extras e adicionais

  • não entregar guias obrigatórias

  • impor acordos injustos

Diante disso, o vigilante deve procurar um advogado trabalhista para revisar os valores e exigir as diferenças, multas legais e correções monetárias.

Assim, o trabalhador evita prejuízo ao aceitar valores sem análise.

Quando a Demissão Pode Virar Rescisão Indireta?

Em algumas situações, a empresa cria condições insustentáveis e força o trabalhador a sair. Nesses casos, a Justiça pode reconhecer a rescisão indireta.

Isso ocorre quando o empregador atrasa salários, deixa de pagar adicionais, impõe jornadas abusivas ou pratica assédio. Nessas hipóteses, o vigilante pode pedir judicialmente a ruptura do contrato e receber os mesmos direitos de uma demissão sem justa causa.

Portanto, pedir demissão nem sempre significa perder direitos.

Cálculos Trabalhistas: Quanto o Vigilante Pode Recuperar?

Ao refazer corretamente os cálculos trabalhistas, o trabalhador costuma identificar valores relevantes, como:

  • horas extras não pagas

  • adicional noturno

  • adicional de periculosidade

  • reflexos em férias e 13º

  • reflexos no FGTS

  • multas legais

Consequentemente, dependendo do tempo de contrato, os valores podem ser elevados.

Por isso, realizar os cálculos trabalhistas antes de qualquer acordo é fundamental.

Qual o Prazo Para Entrar com Ação Trabalhista?

O vigilante tem até dois anos após a demissão para ajuizar a ação trabalhista. Além disso, pode cobrar valores referentes aos últimos cinco anos.

Entretanto, quando o trabalhador procura um advogado trabalhista em Contagem o quanto antes, ele aumenta as chances de reunir provas e obter sucesso no processo.

Conclusão: Demissão Não Pode Gerar Prejuízo

Em resumo, o vigilante dispensado possui diversos direitos trabalhistas que a empresa deve respeitar. Portanto, se você foi demitido e identificou valores inconsistentes, procure orientação profissional.

Antes de assinar documentos ou aceitar pagamentos, consulte um advogado trabalhista para revisar a rescisão, refazer os cálculos trabalhistas e avaliar a viabilidade de uma ação trabalhista.

 

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Leia também o seguinte artigo:

 Jornada 12×36 para vigilantes: entenda seus direitos e limites legais

 

Adicional de periculosidade para vigilantes: quem tem direito e como calcular

 

Rescisão Indireta por Assédio Moral e Clima Tóxico no Trabalho: Saiba Como Agir e Garantir Seus Direitos

 

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