Pedro Carvalho Advogado Trabalhista

Cuidador de Idoso Sem Registro: Quais São Seus Direitos e Como Regularizar o Trabalho

Antes de tudo, é indispensável esclarecer que trabalhar como cuidador de idoso sem carteira assinada é uma situação extremamente recorrente. No entanto, apesar de ser comum, não é legal.


Além disso, embora muitos empregadores afirmem que “isso é normal”, a verdade é que essa prática viola diretamente a legislação trabalhista.

Assim, se você trabalhou sem registro, saiba que, ainda assim, seus direitos permanecem intactos. Portanto, mesmo que você tenha aceitado a situação no início, isso não retira, não reduz e não elimina seus direitos. Pelo contrário, inclusive, reforça a irregularidade cometida pelo empregador.

Sumário

  1. O que significa trabalhar sem registro como cuidador

  2. Trabalhei sem carteira assinada: tenho algum direito?

  3. Quais direitos o cuidador sem registro pode receber

  4. Vínculo empregatício: quando ele existe na prática

  5. Como provar que trabalhei sem registro

  6. WhatsApp, escala e testemunhas: o que vale como prova

  7. Posso exigir registro retroativo na carteira?

  8. Cálculos trabalhistas: o que pode ser cobrado

  9. Quando cabe ação trabalhista

  10. Prazo para entrar com processo

  11. Riscos de aceitar trabalho informal

  12. Perguntas frequentes (FAQ)

  13. Fale com um Advogado Trabalhista em Contagem

O que significa trabalhar sem registro como cuidador

Inicialmente, trabalhar sem registro significa prestar serviços sem anotação na carteira de trabalho. Além disso, normalmente não há recolhimento de FGTS, nem contribuição correta ao INSS, nem, tampouco, formalização no eSocial Doméstico.

Consequentemente, na prática, o cuidador deixa de receber férias, 13º salário e, posteriormente, verbas rescisórias.

Entretanto, ainda assim, é essencial destacar que a ausência de registro não elimina direitos. Ao contrário disso, comprova o descumprimento da lei pelo empregador e, inclusive, fortalece a posição do trabalhador em eventual ação.

Trabalhei sem carteira assinada: tenho algum direito?

Sim. Tem direito, sim. E a vários.

Mesmo que, a princípio, você nunca tenha tido a carteira assinada, se o trabalho foi prestado de forma pessoal, contínua, remunerada e subordinada, então, juridicamente, existe vínculo empregatício.

Assim, ainda que o empregador diga que você era “autônomo”, “diarista” ou “ajuda eventual”, isso não afasta seus direitos. Portanto, independentemente do nome usado, o que vale é a realidade do trabalho. Em outras palavras, a prática vale mais do que o discurso.

Quais direitos o cuidador sem registro pode receber

Uma vez reconhecido o vínculo, o cuidador passa a ter direito, não apenas a um benefício isolado, mas, sobretudo, a todos os direitos trabalhistas, tais como:

  • FGTS de todo o período

  • Férias + 1/3 constitucional

  • 13º salário

  • Horas extras, sempre que houver

  • Adicional noturno, quando aplicável

  • Adicional de insalubridade, se comprovado

  • Verbas rescisórias

  • Multa de 40% do FGTS, em caso de demissão sem justa causa

Além disso, todos esses valores devem ser apurados por meio de cálculos trabalhistas. Consequentemente, na maioria das vezes, os valores são muito maiores do que o trabalhador imagina. Por isso, jamais aceite acordo sem cálculo prévio.

Vínculo empregatício: quando ele existe na prática

Para a Justiça do Trabalho, o vínculo empregatício existe sempre que estão presentes, ao mesmo tempo, quatro requisitos fundamentais.

Ou seja, é necessário haver:

  • Pessoalidade, isto é, só você podia trabalhar

  • Habitualidade, ou seja, trabalho frequente

  • Onerosidade, isto é, pagamento pelo serviço

  • Subordinação, ou seja, ordens e controle

Assim, sempre que esses elementos aparecem juntos, o vínculo existe. Portanto, ainda que o empregador tente rotular o contrato de outra forma, isso não afasta a relação de emprego.

Como provar que trabalhei sem registro

Felizmente, hoje em dia, provar trabalho sem registro é totalmente possível. Isso acontece porque a Justiça aceita diversos tipos de prova, inclusive digitais.

Dessa forma, você pode utilizar, por exemplo:

  • mensagens de WhatsApp,

  • prints de escala,

  • áudios e ligações,

  • comprovantes de pagamento (PIX, depósito ou dinheiro),

  • fotos e vídeos do local,

  • testemunhas.

Assim, mesmo sem contrato escrito, a prova pode ser construída de forma sólida.

WhatsApp, escala e testemunhas: o que vale como prova

Atualmente, mensagens de WhatsApp são amplamente aceitas. Inclusive, são uma das provas mais utilizadas.
Isso porque, além de tudo, elas demonstram, de forma clara:

  • horários reais,

  • ordens diretas,

  • cobranças constantes,

  • pedidos de plantão,

  • combinações de pagamento.

Além disso, testemunhas reforçam ainda mais a prova. Portanto, sempre que possível, guarde contatos.

Posso exigir registro retroativo na carteira?

Sim. Ao ingressar com ação trabalhista, é possível pedir que o juiz determine o registro retroativo na carteira de trabalho.

Consequentemente, isso gera reflexos diretos em FGTS, INSS e até benefícios previdenciários futuros. Por isso, esse pedido é extremamente relevante.

Cálculos trabalhistas: o que pode ser cobrado

Neste ponto, é fundamental reforçar que, por meio dos cálculos trabalhistas, podem ser cobrados:

  • diferenças salariais,

  • horas extras e reflexos,

  • férias vencidas e proporcionais,

  • 13º salário,

  • FGTS não depositado,

  • multa rescisória.

Portanto, antes de qualquer decisão, é essencial saber exatamente quanto você tem a receber.

 

Quando cabe ação trabalhista

A ação trabalhista é indicada sempre que o empregador, por exemplo:

  • se recusa a registrar,

  • paga valores incorretos,

  • encerra o contrato sem pagar verbas,

  • tenta acordo informal,

  • pratica abusos.

Nesses casos, entrar com ação é, muitas vezes, a única forma eficaz de garantir seus direitos.

Prazo para entrar com processo

Atenção: o prazo para entrar com ação trabalhista é de até 2 anos após o fim do contrato. Além disso, só é possível cobrar valores referentes aos últimos 5 anos.

Por isso, quanto antes você agir, melhor será o resultado.

 Riscos de aceitar trabalho informal

Embora, a princípio, pareça vantajoso, trabalhar sem registro traz riscos sérios. Entre eles:

  • ausência de FGTS,

  • falta de INSS,

  • perda de benefícios,

  • prejuízo financeiro futuro.

Assim, sempre que possível, busque a regularização.

Perguntas frequentes (FAQ)

Aceitei trabalhar sem carteira. Posso processar?
Sim. A lei protege o trabalhador, mesmo que ele tenha aceitado.

PIX serve como prova?
Sim. Inclusive, é uma prova muito forte.

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