Pedro Carvalho Advogado Trabalhista

Justa Causa Indevida por Insubordinação: Saiba Seus Direitos

 Introdução: quando um conflito vira acusação injusta

Ser demitido por indisciplina ou insubordinação pode ser extremamente doloroso, especialmente porque esse tipo de acusação costuma surgir em momentos de tensão, pressão ou conflito com a chefia.


Além disso, muitas empresas aplicam essa penalidade sem provas, sem advertências anteriores e, em alguns casos, até como retaliação.

Por isso, é fundamental entender o que realmente caracteriza essa justa causa e, sobretudo, quando ela pode ser revertida judicialmente.

O que é indisciplina — e por que muitas empresas confundem

A indisciplina ocorre quando o trabalhador descumpre uma regra interna da empresa.
No entanto, para que isso seja válido, é necessário que a regra seja:

  • claramente comunicada; 
  • razoável; 
  • aplicada igualmente a todos; 
  • relacionada às funções do empregado. 

Além disso, pequenos deslizes não configuram falta grave.
Assim, quando a empresa aplica justa causa sem avaliar a proporcionalidade, ela comete abuso, e a punição tende a ser anulada.

O que é insubordinação — e quando NÃO existe falta grave

A insubordinação ocorre quando o trabalhador desobedece uma ordem direta da chefia.
Entretanto, para que essa desobediência configure justa causa, a ordem precisa ser:

  • legal, 
  • não abusiva, 
  • não humilhante, 
  • segura, 
  • e compatível com o cargo. 

Portanto, se a ordem for abusiva, perigosa, desrespeitosa ou inviável, o trabalhador tem o direito de recusar, e isso não caracteriza insubordinação.

Além disso, é comum que a empresa interprete qualquer discordância como falta grave — o que é totalmente ilegal.

Exemplos práticos de situações que NÃO justificam justa causa

Veja situações comuns em que a empresa aplica justa causa indevidamente — e que a Justiça costuma reverter:

1. Discordar da chefia

Discordância não é desrespeito.
Além disso, a lei protege o trabalhador que apresenta opinião ou questionamento legítimo.

2. Recusar ordens ilegais

Ordens ilegais, perigosas ou humilhantes podem ser recusadas.
Consequentemente, não há falta grave.

3. Não receber advertências anteriores

A CLT exige graduação das penas.
Por isso, a empresa não pode aplicar justa causa diretamente.

4. Comportamento interpretado de forma distorcida

Discussões pontuais não justificam punição extrema.
Aliás, muitas vezes o trabalhador está apenas se defendendo.

5. Perseguição da chefia

Infelizmente, é comum que empresas usem a justa causa como forma de punição.
Nesses casos, há abuso, não falta grave.

Quando realmente existe justa causa por indisciplina ou insubordinação

Embora seja menos comum, existem situações em que a justa causa é válida, como:

✔ recusa injustificada de ordens legais;
✔ reincidência após advertências;
✔ descumprimento grave de regras essenciais;
✔ agressões verbais claras contra superiores.

Entretanto, mesmo nesses casos, a empresa precisa provar tudo, de forma clara e objetiva.

A empresa precisa seguir a graduação das punições

De acordo com a Justiça do Trabalho, a justa causa deve ser a última medida.
Por isso, antes de aplicá-la, o empregador precisa seguir a seguinte ordem:

  1. Advertência verbal; 
  2. Advertência escrita; 
  3. Suspensão; 
  4. Somente depois, justa causa. 

Assim, se a empresa pula etapas, a punição é considerada ilegal, o que torna possível a reversão.

Como provar que você NÃO cometeu insubordinação

É perfeitamente possível derrubar a acusação com provas simples e diretas.
Veja o que costuma ajudar:

  • prints de conversas com superiores; 
  • e-mails que contradizem a justificativa da empresa; 
  • histórico de bom comportamento; 
  • falta de advertências anteriores; 
  • testemunhas; 
  • ordens abusivas documentadas; 
  • tratamento desigual entre funcionários. 

Com essas provas, o juiz consegue identificar rapidamente se houve abuso ou se a empresa tentou distorcer os fatos.

Como funciona a ação para reverter justa causa por insubordinação

A reversão acontece por meio de uma ação trabalhista.

 

Durante o processo, o advogado irá:

  1. analisar os documentos e notificações; 
  2. verificar se houve perseguição ou abuso; 
  3. reunir provas que demonstrem a verdade; 
  4. pedir a reversão da justa causa; 
  5. solicitar todas as verbas rescisórias; 
  6. avaliar eventual dano moral. 

Além disso, o trabalhador tem até 2 anos após a demissão para ajuizar a ação.

Direitos que você recupera ao reverter a justa causa

Se o juiz anular a punição, o trabalhador passa a receber tudo o que perdeu, incluindo:

  • aviso prévio; 
  • férias proporcionais + 1/3; 
  • 13º salário proporcional; 
  • FGTS + multa de 40%; 
  • seguro-desemprego; 
  • verbas rescisórias atrasadas; 
  • possível indenização por danos morais. 

Além disso, a empresa deve corrigir a carteira de trabalho.

Quando procurar um advogado trabalhista em Contagem

Você deve procurar um advogado imediatamente quando:

  • a acusação parece exagerada; 
  • não houve advertências anteriores; 
  • a chefia agiu com perseguição; 
  • houve ordem abusiva; 
  • a empresa não apresentou provas; 
  • você nunca teve histórico de conflito. 

Dessa forma, quanto antes o advogado agir, maiores serão as chances de vitória.

Fale com um advogado trabalhista em Contagem e saiba se sua justa causa pode ser revertida.

Conclusão: Nem toda acusação é verdadeira — e nem toda punição é legal

A acusação de insubordinação é, muitas vezes, usada de forma indevida por empregadores que desejam punir, assustar ou se livrar de um trabalhador.
Entretanto, isso não é permitido pela lei.

Portanto, se você foi demitido injustamente, não aceite calado.
Com orientação jurídica adequada, é possível reverter a justa causa, recuperar seus direitos e restaurar sua dignidade profissional.

 

Leia também o seguinte artigo: Fui Demitido Sem Registro: Como Receber FGTS, Multa de 40% e Férias Vencidas?

 

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