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Pedro Carvalho Advogado Trabalhista

Quanto posso receber por trabalhar sem carteira assinada? Veja como calcular seus direitos

Se você trabalhou sem carteira assinada, provavelmente já fez uma pergunta que passa pela cabeça de milhares de trabalhadores todos os dias: quanto posso receber na Justiça do Trabalho?

Afinal, além da indignação por ter trabalhado sem registro, existe uma dúvida muito importante: será que vale a pena entrar com uma ação trabalhista?

A resposta é que, em muitos casos, sim.

Isso porque o trabalhador pode ter direito ao reconhecimento do vínculo empregatício e, além disso, ao pagamento de diversas verbas trabalhistas que deixaram de ser quitadas durante todo o período do contrato.

Entretanto, o valor da indenização varia conforme cada situação.

Por isso, ao longo deste artigo, você entenderá quais direitos entram no cálculo, quais fatores aumentam a indenização e como descobrir quanto realmente pode receber.

O que influencia o valor da ação trabalhista?

Antes de mais nada, é importante esclarecer que não existe um valor fixo para quem trabalhou sem registro.

Na verdade, cada processo possui características próprias.

Além disso, diversos fatores são considerados durante o cálculo.

Entre eles estão:

  • tempo de trabalho;
  • salário recebido;
  • existência de horas extras;
  • trabalho noturno;
  • domingos e feriados;
  • férias não pagas;
  • décimo terceiro;
  • depósitos de FGTS;
  • multa de 40%;
  • verbas rescisórias.

Portanto, quanto maior o período trabalhado e quanto mais direitos deixaram de ser pagos, maior tende a ser o valor da ação.

Quais direitos entram no cálculo?

Quando a Justiça reconhece o vínculo empregatício, diversos direitos passam a ser devidos.

Além disso, todos esses valores podem ser somados.

Consequentemente, a indenização costuma ser muito superior ao que o trabalhador imaginava.

FGTS

A empresa deveria depositar 8% do salário todos os meses.

Entretanto, quando não existe registro, normalmente esses depósitos nunca são realizados.

Assim, todos os valores poderão ser cobrados judicialmente.

Multa de 40% sobre o FGTS

Além dos depósitos atrasados, caso tenha ocorrido demissão sem justa causa, o trabalhador também poderá receber a multa de 40% sobre o FGTS.

Consequentemente, o valor da condenação aumenta.

Férias + 1/3 constitucional

Além disso, o empregado tem direito às férias vencidas e proporcionais, acrescidas do adicional constitucional de um terço.

Portanto, esse valor também integra o cálculo.

13º salário

Da mesma forma, o décimo terceiro salário referente ao período trabalhado também deve ser pago.

Assim, mais uma verba entra na conta.

Horas extras

Caso o trabalhador tenha cumprido jornada superior ao limite legal, poderá receber horas extras.

Além disso, também poderão existir reflexos sobre férias, décimo terceiro, FGTS e descanso semanal remunerado.

Consequentemente, o valor da ação aumenta significativamente.

Adicional noturno

Se parte da jornada ocorreu durante o período noturno, também poderá existir direito ao adicional correspondente.

Além disso, dependendo da atividade, outros adicionais podem ser devidos.

Aviso-prévio

Caso tenha sido dispensado sem justa causa, o trabalhador poderá receber aviso-prévio indenizado.

Assim, mais uma verba será incorporada ao cálculo.

Verbas rescisórias

Além disso, também podem ser devidas:

  • saldo de salário;
  • férias proporcionais;
  • décimo terceiro proporcional;
  • multa do artigo 477 da CLT, quando cabível;
  • outras verbas previstas na legislação.

Como calcular quanto posso receber?

Naturalmente, muitas pessoas procuram um valor exato.

Entretanto, somente uma análise individual permite realizar um cálculo preciso.

Ainda assim, é possível compreender como funciona a lógica utilizada.

Em primeiro lugar, calcula-se todo o período trabalhado.

Em seguida, são incluídos todos os direitos não pagos.

Além disso, também são considerados juros, atualização monetária e demais reflexos trabalhistas.

Por essa razão, dois trabalhadores que exerceram funções semelhantes podem receber valores completamente diferentes.

Exemplo 1: trabalhador que ficou 1 ano sem carteira assinada

Imagine um trabalhador que recebia R$ 2.000,00 por mês.

Durante esse período, a empresa não registrou a carteira e também não pagou corretamente os direitos trabalhistas.

Nesse cenário, além do reconhecimento do vínculo, ele poderá cobrar:

  • FGTS;
  • multa de 40%;
  • férias + 1/3;
  • décimo terceiro;
  • aviso-prévio;
  • verbas rescisórias.

Dependendo das circunstâncias, os valores podem ultrapassar vários milhares de reais.

Exemplo 2: trabalhador que ficou 3 anos sem registro

Agora imagine alguém que permaneceu três anos trabalhando sem registro.

Além de todas as verbas anteriores, haverá um período muito maior de FGTS, férias, décimos terceiros e demais direitos.

Consequentemente, a condenação pode aumentar de forma significativa.

Além disso, caso existam horas extras ou adicionais, o valor tende a crescer ainda mais.

Exemplo 3: trabalhador que ficou 5 anos sem carteira assinada

Quando o período é ainda maior, os valores podem ser bastante elevados.

Isso porque praticamente todos os direitos trabalhistas deixam de ser pagos durante anos.

Assim, a soma de FGTS, férias, décimos terceiros, horas extras, multas e demais verbas pode resultar em uma indenização expressiva.

Quando o valor da ação pode aumentar?

Algumas situações costumam elevar bastante a condenação.

Por exemplo:

  • muitos anos sem registro;
  • jornada superior a oito horas diárias;
  • trabalho em domingos e feriados;
  • trabalho noturno;
  • salário elevado;
  • adicionais de insalubridade ou periculosidade;
  • descontos ilegais.

Além disso, cada irregularidade reconhecida pela Justiça pode representar novos valores.

O juiz sempre manda pagar tudo?

Não necessariamente.

Isso porque cada processo depende das provas apresentadas.

Além disso, alguns pedidos podem ser reconhecidos enquanto outros podem ser rejeitados.

Por essa razão, reunir provas é fundamental.

Quanto melhor for o conjunto probatório, maiores costumam ser as chances de sucesso.

Vale a pena entrar com ação trabalhista?

Na maioria dos casos, sim.

Principalmente quando o trabalhador permaneceu meses ou anos sem registro.

Além disso, a ação não serve apenas para recuperar dinheiro.

Ela também permite reconhecer o vínculo empregatício, regularizar o tempo de contribuição perante o INSS e garantir diversos direitos trabalhistas.

Como um advogado trabalhista pode calcular exatamente seus direitos?

Embora existam calculadoras na internet, nenhuma delas substitui uma análise profissional.

Por isso, procurar um advogado trabalhista EM CONTAGEM é a forma mais segura de descobrir quanto realmente pode ser recebido.

Além disso, o profissional analisará documentos, mensagens, comprovantes de pagamento e demais provas.

Consequentemente, será possível elaborar uma estratégia jurídica adequada para o seu caso.

Da mesma forma, um advogado trabalhista EM CONTAGEM poderá identificar direitos que muitas vezes passam despercebidos pelo trabalhador.

Além disso, poderá estimar o valor da ação de forma muito mais próxima da realidade.

Por fim, durante todo o processo, um advogado trabalhista EM CONTAGEM acompanhará cada etapa, apresentará as provas necessárias e defenderá seus direitos perante a Justiça do Trabalho.

Conclusão

Se você trabalhou sem carteira assinada, saiba que pode ter valores importantes a receber.

Além disso, a falta de registro não elimina seus direitos.

Pelo contrário, quando o vínculo empregatício é reconhecido, diversos direitos passam a ser exigíveis.

Portanto, quanto antes você buscar orientação jurídica, maiores serão as chances de preservar provas e recuperar aquilo que deixou de receber durante todo o contrato de trabalho.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Quem trabalhou sem carteira assinada sempre recebe indenização?

Não. É necessário comprovar a relação de emprego e os direitos pleiteados.

2. Quanto posso receber por trabalhar sem carteira assinada?

Depende do salário, do tempo trabalhado, da jornada e dos direitos não pagos.

3. Horas extras aumentam o valor da ação?

Sim. Além das horas extras, existem reflexos sobre outras verbas trabalhistas.

4. Posso pedir FGTS e férias ao mesmo tempo?

Sim. Todos esses direitos podem ser cobrados na mesma ação, quando cabíveis.

5. Preciso procurar um advogado antes de entrar com a ação?

Sim. A orientação jurídica é importante para calcular corretamente os valores, reunir provas e definir a melhor estratégia para o processo.

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